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Riscos associados à apnéia DV- A que riscos estão expostos os apnéicos? MB- Não é só o cérebro que se ressente com a falta de oxigenação. Todas as células do organismo sofrem o efeito nocivo da hipoxemia. Não seria exagero afirmar que corpo inteiro se ressente e envelhece mais depressa. A médio prazo, porém, as implicações cardíacas representam preocupação maior. O coração é um grande consumidor de oxigênio. Se a oferta diminui, ele padece. Muitos apnéicos morrem de arritmia, infarto ou acidentes vasculares cerebrais. Além disso, certas doenças que só se manifestariam na velhice, como o mal de Parkinson, por exemplo, aparecem precocemente nos apnéicos. Embora os resultados ainda não sejam conclusivos, pesquisas indicam serem cumulativos os efeitos das noites mal dormidas e da apnéia. Trabalho de campo que realizamos em São Paulo, com mil pacientes oriundos de todas as camadas sociais e regiões da cidade, revelou um fato intrigante: o número de grandes roncadores e apnéicos baixa sensivelmente na velhice. É claro que, com a idade, a pessoa tende a ter um pouco de apnéia, mas o roncador idoso desapareceu. Não dispomos de elementos, ainda, para saber se esses pacientes melhoram com o passar dos anos, ou se morrem mais cedo. Todavia, alguns estudos iniciados na Itália, há mais de 30 anos, fazem crer que o roncador, mesmo sem ser obeso nem apresentar apnéia, tende a tornar-se hipertenso e a morrer mais moço. |
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