Distúrbios do sono
Insônia, ronco e apnéia
Principais causas da apnéia
Riscos associados à apnéia
Sinais de alerta
Possibilidades de tratamento
Mudança prejudicial nos hábitos de vida
Orientações para dormir bem
Reflexos conjugais
Movimento periódico do membro inferior (PLM)






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Dr. Maurício Bagnato é médico, ex-presidente e atual secretário da Sociedade Paulista de Medicina do Sono e trabalha no Laboratório do Sono da do Hospital Sírio-Libanês e do Instituto do Sono da UNIFESP - Universidade Federal do Estado de São Paulo, a Escola Paulista de Medicina.

Principais causas da apnéia

DV- A ausência de respiração, melhor dizendo, a apnéia do sono está sempre associada ao ronco?
MB- Geralmente os grandes roncadores tendem a desenvolver apnéia. Nem sempre, porém, trata-se de pessoas obesas. Às vezes, características anatômicas da mandíbula e do queixo podem determinar a apnéia. O músculo que se localiza na parte posterior do queixo é preso na língua. Queixos recuados puxam a base da língua para trás. Isso dificulta a passagem do ar e pode causar apnéia. Se essa desarmonia crânio-facial se junta à obesidade, o risco aumenta bastante. No entanto, hoje é raro indicar cirurgia para corrigir a posição da mandíbula ou da maxila.
E há mais fatores que podem determinar a ocorrência de apnéia, entre eles, o hipotireoidismo, certos hormônios e o refluxo gastroesofágico. A faringe diminui de calibre quando a pessoa é obrigada a respirar pela boca porque o nariz entope muito à noite, ou relaxa sob a ação da bebida alcoólica ingerida depois do entardecer é outro fator importante.