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Dr. Alfredo Halpern é médico endocrinologista, professor da Faculdade de Medicina da USP. Publicou pela Editora Record os livros “Pontos para o gordo“e, em co-autoria com Claudir Franciatto, “Desta vez eu emagreço!” e “Magro para sempre!”.

Densidade energética dos alimentos

Drauzio – O excesso de peso tem duas vertentes. Uma é a ingestão de alimentos altamente calóricos. Você pode comer um queijo que tenha 50% menos calorias do que outro. A outra é a quantidade do que se come. Como você orienta as pessoas nesse sentido?
Halpern – O que está assumindo importância agora é o que se chama de densidade energética, ou seja, quantas calorias existem em determinada porção de alimentos. Por exemplo, o queijo tem alta densidade energética porque um pedaço pequeno contém muitas calorias. Alface, couve, verduras (em geral o menos gostoso) têm poucas calorias em grandes volumes. O ideal é comer um volume maior de alimentos com poucas calorias para satisfazer o estômago. Isso não quer dizer que não se possa comer queijo, feijoada e churrasco. A questão é ter bom senso para equilibrar as refeições.

DrauzioVocê vai a um jantar e servem uma salada. Você está morrendo de fome e come um bom prato. Depois servem a carne e só de olhar a boca enche de água. Você não acha que existe uma motivação interna selecionada evolutivamente que nos leva a preferir alimentos altamente calóricos?
Halpern – Disso eu tenho certeza. O estudo da obesidade está evoluindo de tal maneira que já não se discute mais a existência de neurônios no cérebro que reagem à visão da carne ou de um doce e despertam o desejo de comer esses alimentos. Por isso, não acredito e não gosto quando dizem que o gordo é sem-vergonha porque come muito. Ele come porque tem fome ou apetite. A necessidade de comer doce, por exemplo, é comuníssima principalmente nas mulheres. Ela é provocada pela diminuição das concentrações cerebrais de uma substância chamada serotonina.