Demência em idosos
Objetivo da pesquisa com idosos
Seleção dos participantes
Método aplicado
Prevalência e sintomas
Fatores de risco
Estilo de vida
Conclusões da pesquisa






BUSCA


Dr. Cassio Bottino é médico psiquiatra. Trabalha no Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo e conduziu um trabalho de pesquisa com cerca de 2.700 idosos para verificar a prevalência de distúrbios cognitivos nessa faixa etária.


Método aplicado


DrauzioO idoso que concordava em participar da pesquisa era submetido a um questionário?
Cássio Bottino – Começava-se aplicando um questionário sobre os antecedentes do idoso: doenças e hábitos de vida. Depois, eles eram submetidos a testes para avaliar-lhes a memória e a capacidade de concentração e de atenção. Por fim, procurava-se entrevistar um familiar ou uma pessoa próxima que fornecesse informações sobre idoso.
Drauzio – Muitas vezes, a pessoa de idade não reconhece que tem problemas seriíssimos. Apesar de não gravar mais na memória nenhum acontecimento recente, acha que ela funciona muito bem.
Cássio Bottino – É muito comum o idoso achar que não tem nenhum problema. Por isso, a estratégia da pesquisa incluía também a entrevista com um familiar. Desse modo, com o intuito de assegurar a veracidade dos dados obtidos, recorríamos a duas fontes de informação para identificar possíveis casos de demência.

Drauzio Baseando-se nas respostas ao questionário do idoso e do familiar e nos testes, vocês podiam diagnosticar com precisão déficits discretos de memória ou de cognição?
Cássio Bottino – Essa é uma questão importante. Por conta da própria estratégia da pesquisa, tínhamos grupos bem distintos. Em São Paulo, por exemplo, foram entrevistados 250 idosos analfabetos, 400 idosos com cerca de nove anos de escolaridade e um grupo grande entre os dois citados.
Como a escolaridade influencia muito o desempenho e os testes eram aplicados previamente, estabelecemos pontos de corte de acordo com a escolaridade do idoso entrevistado, embora a idéia fosse sempre incluir o maior número possível de pessoas.
Num teste de screening de campo como esse, a possibilidade de acertar gira em torno de 60%, isso quando o teste é muito bom. Portanto, é óbvio que os resultados obtidos no campo pesquisado não retratam a freqüência real de demência na população estudada.