Demência em idosos
Objetivo da pesquisa com idosos
Seleção dos participantes
Método aplicado
Prevalência e sintomas
Fatores de risco
Estilo de vida
Conclusões da pesquisa






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Dr. Cassio Bottino é médico psiquiatra. Trabalha no Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo e conduziu um trabalho de pesquisa com cerca de 2.700 idosos para verificar a prevalência de distúrbios cognitivos nessa faixa etária.


Seleção dos participantes

DrauzioQue populações vocês estudaram?
Cássio Bottino – Uma das idéias da pesquisa era comparar a influência de realidades socioeconômicas diferentes no desenvolvimento de transtornos cognitivos e a cidade de São Paulo, com sua população bastante heterogênea, mostrou-se como um dos lugares ideais para a avaliação.
O município de São Paulo está dividido em 96 subdistritos. De acordo com os dados fornecidos pelo IBGE, nós os classificamos em três grupos: com mais recursos, com menos recursos e os de nível intermediário. A seguir, elegemos um distrito representativo de cada grupo para selecionar os indivíduos idosos que seriam entrevistados e que foram escolhidos aleatoriamente em treze subdistritos.
Em Ribeirão Preto, outra cidade em que foi feita a pesquisa, a seleção obedeceu ao mesmo critério adotado em São Paulo. A cidade foi dividida em três regiões diferentes e os domicílios sorteados porque os dados do IBGE são sigilosos e não tivemos acesso a eles.
Nas duas cidades, sorteados os endereços, os entrevistadores iam batendo de porta em porta até identificar as casas em que viviam idosos para convidá-os a participar da pesquisa.

Drauzio Vocês consideraram idoso o indivíduo acima de quantos anos?
Cássio Bottino –Embora muitos estudos internacionais considerem idosos os indivíduos acima de 65 anos, convencionamos chamar de idosos os indivíduos com idade superior a 60 anos, porque, em nosso meio, é grande o número de pessoas na faixa entre 60 e 70 anos.