Doença de Chagas
Infecção pelo parasita
Sinais da infecção
Transmissão por transfusão de sangue
Controle da doença
Transmissão oral
Tratamento
Evolução
Portador assintomático
Distribuição da doença no mundo
Reservatórios
Desinteresse dos laboratórios






BUSCA

Dr. Marcos Boulos é médico infectologista, professor de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e diretor-clínico do Hospital das Clínicas (USP).

Doença de Chagas

Nos primeiros meses de 2005, a imprensa noticiou casos, absolutamente inusitados de doença de Chagas no litoral de Santa Catarina. Pessoas que tomaram caldo-de-cana em quiosques da estrada adquiriram o parasita Tripanosoma cruzi transmitido pelo barbeiro ou triatoma, um inseto de hábitos noturnos que vive em frestas de casas rudimentares feitas de pau-a-pique, “ninhos de pássaros, tocas de animais, casca de tronco de árvores, montes de lenha e embaixo de pedras” (Sucen - 2000/2001).
A doença de Chagas foi descrita, pela primeira vez em 1909, por Carlos Chagas, médico brasileiro. A forma clássica de transmissão ocorre quando a pessoa coça o local da picada e as fezes infectadas pelo parasita que o barbeiro eliminou, enquanto sugava o sangue, penetram pelo ferimento. A doença também pode ser transmitida por transfusão de sangue ou da mãe para o filho durante a gestação.
Não existe vacina contra a doença de Chagas que pode ser prevenida combatendo a proliferação do inseto vetor, adotando medidas para evitar sua picada e descartando o sangue contaminado pelo parasita.