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O uso das "bombinhas" Drauzio - Muita gente afirma que usar bombinha com freqüência vicia e há quem relate casos de morte associados a seu uso. Isso realmente acontece? Deheinzelin - Bombinha não vicia, mas as pessoas acreditam nisso porque seu uso pode não apresentar o efeito esperado. O problema não está na bombinha, está na própria da doença: além do espasmo provocado pela contratura muscular, existe um processo inflamatório que requer tratamento específico, em geral, com cortisona. Estudos realizados no Hospital das Clínicas de São Paulo demonstraram que 80% dos pacientes não sabem como manejar a bombinha corretamente e às vezes insistem em utilizá-la no momento errado, quando deveriam estar recebendo outro tipo de medicação. Além disso, há remédios indicados para a prevenção da crise asmática que nenhum efeito exercem na hora em que ela se manifesta. Como conseqüência, a crise não regride e a pessoa pode morrer usando a bombinha que leva a má fama, embora ainda represente a melhor solução para administrar remédios contra a asma. Drauzio - Qual seria, então, técnica correta de manuseio da bombinha? Deheinzelin - É preciso usar o fluxo da bombinha para fazer o remédio chegar ao pulmão. A técnica correta é utilizar a boca como câmara de nebulização. O aparelho deve ser colocado a mais ou menos dois dedos de distância da boca aberta. A seguir solta-se todo o ar dos pulmões, dispara-se a bombinha, respira-se fundo e devagar, prendendo o ar nos pulmões para dar tempo de o líquido impregnar os tecidos. Repete-se a operação seguindo os mesmos passos. Atenção, porém, muita atenção: se não houver melhora no prazo de uma hora, procure atendimento médico urgente para descobrir o real motivo da crise. |
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