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Efeitos da poluição para o asmático Drauzio - Qual o peso da poluição em doenças como a asma? Quando se fala em poluição, em geral estamos nos referindo à poluição química das grandes cidades. E a poluição do interior, das estradas poeirentas, também é prejudicial? Deheinzelin - A poluição é um dos fatores que acionam o gatilho da asma. Existe, todavia, notável diferença entre poluição particulada e poluição gasosa. Quando o carro trafega por uma estrada sem pavimentação, levanta uma nuvem de poeira que sobrecarrega o ar com particulados cuja tendência é permanecer nos cílios maiores e não chegar aos pulmões. Isso não é poluição e não prejudica a saúde. Nas grandes cidades, porém, a poluição resulta da mistura de gases nocivos e de particulados, como a fuligem, resultantes ambos da combustão inadequada de certas substâncias. Como a exposição repetida a tais elementos agride o organismo, essa poluição faz mal. Drauzio - Sendo a asma uma doença crônica, que estilo de vida as pessoas devem adotar para evitar a repetição das crises? Deheinzelin - Embora todos estejam empenhados em buscar a cura para a asma, não se conhecem remédios para combatê-la definitivamente. Portanto, é necessário: 1) aprender a conviver com a doença. Tratamentos alternativos não funcionam como panacéia universal, apesar do alarde a respeito; 2) todos sabem que poeira doméstica, pêlos de animal, perfumes fortes, cheiro de certos produtos de limpeza induzem crises mais freqüentes nos asmáticos. Identifique quais são seus fatores de risco e tente evitá-los ao máximo. Essa conduta pode ter o mesmo efeito da medicação alopática no controle da manifestação da doença, embora a característica de hiper-reatividade permaneça exatamente a mesma; 3) toda crise requer cuidados imediatos para que não evolua o que torna mais fácil controlá-la. Jamais se esqueça de que a asma é potencialmente fatal: quanto mais tarde o tratamento tiver início, piores serão os resultados. Se a pessoa já recebeu orientações médicas, deve usar o broncodilatador, procurar a provável causa desencadeante e afastar-se dela. É indispensável estar alerta para reconhecer a gravidade da crise. Se ela desaparece com o uso da bombinha ou do xarope, não há motivo para maiores preocupações. Se persiste e piora, exige tratamento específico com antiinflamatórios derivados da cortisona. |
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