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Alopecia areata Drauzio – Você poderia explicar sumariamente as causas da Alopecia areata, ou seja, dessas áreas de perda localizada de cabelo ou de episódios de queda total dos cabelos? Cuce – Durante muito tempo, considerava-se que infecções eram a causa da Alopecia areata. Hoje, está estabelecido que ela é um problema auto-imune e resulta da tensão emocional. Nosso sistema nervoso comanda todas as reações de nosso organismo. A literatura registra casos típicos de crianças cujos pais se separaram e que desenvolveram casos muito graves dessa patologia. A Alopecia areata pode manifestar-se em múltiplas regiões da cabeça. Desde que não apareça na linha própria do implante, é possível recuperar a zona afetada. Caso contrário, fica difícil resolver a situação. O tratamento é à base de corticóides de uso tópico, psicoterapia, um pouco de rubefacientes locais, isto é, substâncias que excitam a circulação local, deixam a pele vermelha. Pode-se atritar a região química ou fisicamente com gelo seco ou borrifar nitrogênio líquido. Qualquer medida que ajude a aumentar a irrigação nessa área da cabeça é bem indicada. Drauzio – Por que, quando na linha do implante, os resultados não são os mesmos? Cuce – Ainda não existe uma explicação convincente, mas sabe-se que o prognóstico é muito pior nessa região. O mesmo acontece com a queda total do cabelo. Às vezes, conseguimos uma reponta completa do pêlo, mas se ele voltar a cair dificilmente nascerá de novo. Isso é comum nos casos de indivíduos que tomam corticóides. Hoje, existe mania de prescrever cortisona em altas doses. Terminado o primeiro ciclo de medicação, se não for ministrada uma dose de manutenção durante longo período, a queda de cabelos poderá ser tão expressiva que dificilmente se conseguirá repô-los. É preciso, por isso, avisar o paciente dos inconvenientes desses remédios: Alopecia, estrias, atrofia da pele, vasos dilatados, ectasias, varizes superficiais, etc. |
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