Células-Tronco II
Potencial das células-tronco
Linhas de pesquisa
Controle da diferenciação
Pacientes beneficiados
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Dra. Mayana Zatz é professora titular de Genética Humana e Médica do Departamento de Biologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, coordenadora do Centro de Estudos do genoma Humano –IB –USP, presidente da Associação Brasileira de Distrofia Muscular e membro da Academia Brasileira de Ciências.

Células-Tronco II - Linhas de pesquisa

Todos nós descendemos de uma célula-tronco resultante da fusão do espermatozóide com o óvulo. No início da divisão embrionária, enquanto essa célula se divide em duas, quatro, oito, dezesseis, todas conservam grande potencial para diferenciar-se em diversos tecidos. Esse potencial das células-tronco embrionárias, certamente, prestará serviço inestimável no tratamento de enfermidades crônicas, como as doenças cardiovasculares e neuromusculares, o mal de Parkinson, alguns tipos de câncer, diabetes e traumas da medula espinhal, por exemplo.
Pesquisas com células-tronco adultas provenientes do cordão umbilical já estão sendo realizadas em todo o mundo. É bom lembrar que, quando se faz um transplante de medula óssea, estão sendo utilizadas células-tronco. Essa aplicação não é motivo para discussões éticas ou religiosas, como ocorre com o uso das células-tronco dos embriões congelados nas clínicas de fertilização humana e que serão descartados um dia, porque não preenchem os requisitos básicos para serem implantados no útero ou porque o casal já teve os filhos que desejava.
Os entraves que esse tipo de pesquisa encontra no Brasil já foram superados na Inglaterra, Canadá, Austrália, Japão, Coréia do Sul, Israel. Na Coréia do Sul, as pesquisas avançam com rapidez porque os cientistas contam com verba para fazê-las progredir e não há censura religiosa ou ética que impeça sua realização.