|
|
|
|
||||||||
|
|
|
Equipamento para o exame ginecológico Drauzio – Quando uma paciente chega ao consultório pode ficar assustada com o equipamento que vocês usam? Mauro – Vai depender muito do tipo do consultório, se é público ou privado, mas
acho importante que ela conheça o ambiente e os equipamentos.
No geral, o padrão é semelhante ao que aparece na imagem
5. Nele existe uma mesa ginecológica com dois apoios laterais
para colocar as pernas na qual a mulher fica semi-sentada de maneira
a deixar a genitália exposta para ser examinada. Há também
um foco de luz e um espelhoque pode ser direcionado num ângulo que lhe permita além de ver os órgãos genitais externos e, muitas vezes, os internos, acompanhar o exame ginecológico. Drauzio – Qual a importância do espéculo para o exame ginecológico? Mauro – O espéculo é um instrumento muito importante para o exame ginecológico. O que aparece na imagem 6 é descartável.
Muitas mulheres o chamam de bico-de-pato e se enchem de pavor só
de pensar em usá-lo. Esse é um medo sem fundamento. O
exame ginecológico não dói se for feito com cuidado
e corretamente pelo médico e a mulher estiver relaxada. Além
disso, ele tem a grande vantagem de possibilitar o exame de alguns órgãos
internos sem recorrer a outros procedimentos de diagnóstico.
Drauzio – Vamos explicar como ele é usado? Mauro – O espéculo é um aparelho excepcional que permite a visualização do útero. É introduzido na vagina numa posição que não machuca a mulher que precisa estar relaxada nesse momento.
Por isso, o médico deve conversar com ela, para que fique tranqüila
e solte o corpo na mesa, o que facilita muito a introdução
do aparelho e o exame. A imagem 7 registra a entrada da vagina e, em
marrom, o útero. Drauzio – A imagem 7 reproduz o que o médico vê quando introduz o espéculo na vagina da mulher? Mauro – O médico consegue ver o colo do útero direitinho. Nessa imagem, estamos colhendo material para o exame de Papanicolaou. Muitas mulheres têm medo injustificado desse exame que é muito simples. Num movimento circular, com um cotonete ou uma espátula parecida com um palito de sorvete, o médico colhe células superficiais que descamam dessa região, põe numa lâmina onde são coradas e manda-a para um patologista para identificar suas características. |
||||||||