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Controle do peso corpóreo
Cirurgia da obesidade: método radical
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Técnica cirúrgica mais usada: cirurgia de Capela
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Dr. Arthur Garrido é médico, cirurgião especialista em obesidade e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Técnica cirúrgica mais usada: cirurgia de Capela


Drauzio - Quais as técnicas cirúrgicas empregadas para atingir esse objetivo?
Garrido - A técnica cirúrgica mais divulgada no Brasil, e provavelmente no mundo inteiro, por sua eficiência e relativa benignidade, é a cirurgia de Capela que recebeu o nome de seu criador, dr. Capela, um cirurgião colombiano que vive em Nova Jérsei.
Em linhas gerais, divide-se o estômago em duas câmaras. A maior fica em repouso para o resto da vida. Se for necessário, por algum motivo, reconstituir a integridade do aparelho digestivo, ela poderá ser reativada. A menor, mais próxima do esôfago, é o pedacinho de estômago que permanece funcionando.
O passo seguinte é emendar esse estômago novo com a porção inicial do intestino delgado.
Por fim, aplica-se um anel de silicone na saída da pequena câmara (em vermelho na figura) a fim de que ali só caibam 20ml, o equivalente a uma xícara de café de cada vez.
Como esse anel torna a passagem mais estreita, funciona como um funil e os alimentos passam bem devagarinho, mantendo a sensação de estômago cheio. A operação, de certa forma, engana o cérebro que recebe essa mensagem de saciedade. Depois de terem assimilado todo o processo, o máximo que as pessoas conseguem comer em meia hora é 200g, quantidade suficiente para se sentirem alimentadas. O surpreendente é que há histórias de grandes glutões que chegavam a comer duas pizzas ou três frangos numa única refeição antes da cirurgia.
É ainda interessante observar que a emenda do estômago com o intestino faz com que os alimentos passem pelo anel e caiam diretamente no intestino sem serem diluídos pelo suco gástrico. Isso diminui a possibilidade de falhas no processo de emagrecimento a longo prazo. Doces líquidos, por exemplo, passam com facilidade pela câmara pequena, mas, no intestino causam sensação desagradável, conhecida como síndrome de DEP.