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Controle do peso corpóreo
Cirurgia da obesidade: método radical
Insucesso do tratamento clínico para os obesos graves
Avaliação prévia das condições físicas e emocionais
Principais metas da cirurgia da obesidade
Técnica cirúrgica mais usada: cirurgia de Capela
Perda de peso após a cirurgia
Alimentação permitida depois da cirurgia
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Técnicas endoscópicas para tratamento da obesidade
Emprego do balão intragástrico
Risco inerente ao procedimento cirúrgico
Descoberta de novo estilo de vida
Quem não deve fazer a cirurgia
Experiência gratificante para médico e paciente


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Dr. Arthur Garrido é médico, cirurgião especialista em obesidade e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Quem não deve fazer a cirurgia


Drauzio Você é procurado por pessoas que estão um pouco acima do peso e que querem ser operadas para emagrecer mais depressa?
Garrido – Muito, e são as consultas mais difíceis. Em geral, sem conhecer os detalhes da indicação cirúrgica, as pessoas vão ao consultório em busca de solução para algo que está sendo interpretado como obstáculo que as incapacita e põe em risco suas vidas. Algumas, porém, que não se encaixam nos padrões da obesidade grave, também desejam submeter-se a esse tipo de cirurgia. Isso acontece especialmente com as mulheres que, mais do que os homens, sofrem forte pressão social do ponto de vista estético. Além disso, a obsessão pela magreza tornou-se uma constante entre elas.
Por isso, não é raro atender uma senhora com 10kg a mais de peso, insatisfeita com a vida e infeliz no casamento, que quer submeter-se a uma cirurgia de redução do estômago. É uma tarefa difícil convencê-las de que seu caso não é cirúrgico e que graus menores de obesidade podem responder bem a tratamentos mais conservadores. Não se justifica a indicação de uma cirurgia tão radical para alguém que não está correndo nenhum risco.