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Risco inerente ao procedimento cirúrgico Drauzio – Toda a cirurgia, por mais insignificante que seja, representa um fator de risco. Qual o risco associado ao procedimento cirúrgico da obesidade? Garrido – No grupo de quatro mil doentes que acompanhamos, submetidos à cirurgia de Capela, a taxa de mortalidade foi em torno de 0,3%, ou seja, em cada mil pacientes, três faleceram em conseqüência de complicações que podem ocorrer em qualquer operação desse porte. Esse índice de mortalidade é semelhante ao das cirurgias de úlcera e menor do que o encontrado nos casos de câncer gástrico localizado, porque nossos pacientes são, de certa forma, mais saudáveis. Existe, porém, a possibilidade de complicações graves não mortais como o vazamento de um ponto no estômago o que pressupõe nova intervenção cirúrgica e maior tempo de hospitalização. É por isso que a indicação da cirurgia da obesidade deve ser restrita a pacientes obesos graves com risco de morrer precocemente. Estatísticas mostram que, na faixa dos 25 aos 35 anos, a taxa de mortalidade dos grandes obesos com o dobro ou mais do peso ideal é 12 vezes maior do que na população em geral. Essas pessoas morrem mais cedo porque acabam desenvolvendo quadros patológicos decorrentes da obesidade. É muito raro encontrar um grande obeso que chegue aos 70 anos. |
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