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Dr.Sergio Almeida de Oliveira é um dos maiores cirurgiões brasileiros na área da Cardiologia. Professor da Faculdade de Medicina da USP, trabalha no INCOR desde sua fundação e treinou um sem-número de especialistas espalhados não só pelo Brasil, mas por toda a América Latina.


Redução da mortalidade

DrauzioO número de mortes por infarto agudo do miocárdio tem realmente caído nos últimos anos?
Sergio Oliveira - As pessoas não estão morrendo de infarto na fase aguda. Depois de 1960, quando se criaram as unidades coronárias e apareceu o desfibrilador elétrico para dar choque e converter as arritmias, conseguimos reduzir a mortalidade na fase aguda do infarto do miocárdio de 40%, 50% para pouco mais de 20%. Esse número vem caindo cada vez mais e hoje, quando um paciente é atendido logo, o risco de morte gira em torno de 5%, 6% ou 7%.
Esses pacientes que sobrevivem ao infarto podem viver bastante tempo, mas acabam tendo uma distensão do coração e podem entrar em insuficiência cardíaca. Outros, porém, apresentam essas alterações por causa da hipertensão, das cardiopatias dilatadas e, no Brasil, da doença de Chagas que, embora ainda não conte com terapêutica eficiente, estamos conseguindo controlar com medidas de saúde pública.