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Alexandre Azevedo é médico psiquiatra, membro do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares (AMBULIM) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

Evolução da doença

DrauzioSem tratamento, deixando a doença seguir seu curso natural, a tendência é que esses episódios de comer compulsivo se tornem mais freqüentes ou a pessoa consegue adquirir um certo controle?
Alexandre Azevedo – Não existe nenhum trabalho que mostre a evolução desse transtorno alimentar a longo prazo em pessoas que não receberam o tratamento. Por isso, é impossível estabelecer a diferença entre as que foram tratadas e as que não foram. A tendência é acreditar que os episódios de compulsão possam piorar. Se ocorriam uma ou duas vezes por semana, passam a ocorrer em quase todos os dias.
Lida-se, ainda, com a possibilidade de que, independentemente do tratamento, desaparecendo o evento que provocou estresse e desencadeou a compulsão, os episódios de comer compulsivo também desapareçam, mas tudo isso não passa de meras suposições.