Câncer de pele e bronzeamento artificial

Drauzio – Existe relação
entre bronzeamento artificial e câncer de pele?
Ivan – O bronzeamento artificial é condenado
pelos médicos do GBM (Grupo Brasileiro de Melanoma) e pela
Sociedade Brasileira de Dermatologia, porque faz uso dos raios ultravioleta
do tipo A para deixar as pessoas mais morenas e, em geral, são
as de pele mais clara e mais sensível que se valem desse recurso.
O risco elevado que esses os raios ultravioleta tipo A representam,
somado ao fator cumulativo que, querendo ou não, existe num
país de sol tropical como o nosso, justifica a preocupação
de que a exposição por tempo prolongado possa provocar
câncer de pele.
Antigamente se pensava que esses raios não tinham contra-indicações.
Hoje, há uma série de trabalhos indicando os malefícios
que causam na pele e sua influência na formação
de melanomas. Por isso, condenamos o bronzeamento artificial, embora
reconheçamos que esses aparelhos possam ser benéficos
em algumas situações especiais, com nos casos de psoríase,
por exemplo.