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Câncer de pele e bronzeamento artificial





Dr. Ivan de Oliveira Santos é médico, especialista no tratamento de tumores de pele e professor de cirurgia desses tumores na Escola Paulista de Medicina, da Universidade Federal de São Paulo.


Câncer de pele e bronzeamento artificial

DrauzioExiste relação entre bronzeamento artificial e câncer de pele?
Ivan – O bronzeamento artificial é condenado pelos médicos do GBM (Grupo Brasileiro de Melanoma) e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, porque faz uso dos raios ultravioleta do tipo A para deixar as pessoas mais morenas e, em geral, são as de pele mais clara e mais sensível que se valem desse recurso.
O risco elevado que esses os raios ultravioleta tipo A representam, somado ao fator cumulativo que, querendo ou não, existe num país de sol tropical como o nosso, justifica a preocupação de que a exposição por tempo prolongado possa provocar câncer de pele.
Antigamente se pensava que esses raios não tinham contra-indicações. Hoje, há uma série de trabalhos indicando os malefícios que causam na pele e sua influência na formação de melanomas. Por isso, condenamos o bronzeamento artificial, embora reconheçamos que esses aparelhos possam ser benéficos em algumas situações especiais, com nos casos de psoríase, por exemplo.