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Tirania da magreza
Anorexia nervosa, doença antiga
Distinção entre anorexia e bulimia nervosas
Visão típica do sexo feminino
Evolução da doença
Doença rara nos homens
Profissões de risco
Faixa etária e comportamento prevalente
Alimentação dos anoréxicos
Medicação auxiliar
Repercussões orgânicas
Tratamento da bulimia
Ineficiência de métodos preventivos











Táki Cordás é médico psiquiatra e professor de Psiquiatria na Universidade de São Paulo.

Doença rara nos homens

DrauzioVocê sempre usa o sujeito no feminino. Esse tipo de problema acontece também com os homens?
Cordás - Acontece, mas é raro. Em torno de 90% a 95% dos casos ocorrem com mulheres. No Ambulim, serviço que mantemos no Hospital das Clínicas e que completou 10 anos em 2002, mais de 700 pessoas já foram atendidas e posso garantir que o número de homens não chega a dez. Nos Estados Unidos, parece que esse número se situa entre 10% e15%, mas sabe-se que, nas clínicas privadas, o número de crianças e adolescentes tem crescido bastante ultimamente.
Entretanto, pode-se dizer que a idéia de emagrecer, de ficar com o corpo “sarado” e a musculatura abdominal pronunciada está se tornando relevante para os homens. Bulímicos já existem vários e os ex-atletas representam uma população de risco importante. Muitos param de praticar esportes, ganham peso e começam a vomitar ou a recorrer ao uso de laxantes e moderadores de apetite para não engordarem mais.