Anfetaminas

Patrícia Rocco é oficial de
justiça, formada em Direito e Pedagogia. Usou anfetaminas para
emagrecer durante muitos anos.
Anfetaminas são drogas sintéticas
que estimulam a atividade do sistema nervoso central. Edellano, em
1887, foi quem primeiro obteve essa substância em laboratório,
que só foi utilizada em larga escala durante a Segunda Guerra
Mundial para manter os soldados acordados e mais ativos no esforço
de guerra. Ficou evidente também que as anfetaminas, que se
mostraram eficazes para deixá-los mais atentos e confiantes,
diminuíam também a sensação de fome e
fadiga.
Passado algum tempo, porém, as autoridades médicas da
Inglaterra verificaram que, sob o efeito dessas drogas, o desempenho
dos pilotos da RAF ficava seriamente comprometido e proibiram seu
uso.
Mais tarde, quando a ação das anfetaminas como inibidoras
do apetite foi comprovada, elas passaram a ser usadas nas dietas alimentares
pelas pessoas que queriam perder peso. Embora esse tenha sido o uso
que as tornou extremamente populares mundo afora, não é
o único.
São anfetaminas o “rebite” que o caminhoneiro toma
para não dormir ao volante, a “bolinha” que deixa
o estudante aceso nas vésperas das provas e os comprimidos
de ecstasy de que se serve o jovem para varar a noite nas baladas.
O Brasil é o maior consumidor mundial de anfetaminas, dado
que preocupa as autoridades de saúde pública. Para cada
mil habitantes, são consumidos nove comprimidos de anfetamina
por dia, uma droga que produz tolerância e traz prejuízos
indiscutíveis à saúde.