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Primeiros métodos de barreira Drauzio – Métodos de barreira que impedem a entrada dos espermatozóides dentro do útero para evitar que atinjam as trompas e fecundem o óvulo são bastante antigos na história da medicina . Você poderia citar alguns? Nilson Melo – Talvez sejam os mais antigos. O primeiro relato vem do Egito Antigo, onde as mulheres utilizavam fezes secas dos crocodilos do Nilo para evitar a gravidez. Mais tarde, Casanova que tinha um número grande de parceiras, preocupado em não deixar muitos descendentes, cortava um limão ao meio e espremia o sumo na vagina da mulher, o que tornava o Ph muito mais ácido e impedia a subida dos espermatozóides para o útero. Além disso, ele colocava a metade que tinha espremido no fundo da vagina, cobrindo o colo do útero. Isso funcionava como um capuz cervical ou um diafragma rudimentar. Pouco antes, talvez, no reinado de Henrique IV da Inglaterra, que também se relacionava com várias mulheres e andava preocupado com a sucessão do trono, foi idealizado o primeiro preservativo com finalidade contraceptiva usando o cécum retirado do intestino grosso do carneiro. Preservativos como esse, feitos com membrana animal, foram muito utilizados nos Estados Unidos, nas décadas de 1960, 1970, antes da eclosão das doenças sexualmente transmissíveis e da Aids. Há não muitos anos, a possibilidade de vulcanização da borracha e, conseqüentemente, o aparecimento do látex, estimularam o uso de preservativos masculinos como método contraceptivo. Mais recentemente, surgiram os preservativos femininos que não são feitos de látex, mas de um plástico bastante fino, material está sendo usado, Em alguns países, também nos preservativos masculinos. Qual é a vantagem do plástico? É mais fino, portanto, interfere menos na sensibilidade e permite a transmissão de calor. Drauzio – Os métodos de barreira são usados regularmente? Nilson Melo – Eu diria que, no momento, os métodos de barreira são de uso quase obrigatório, porque o ato sexual que traz prazer pode, às vezes, resultar em dois inconvenientes para a vida da mulher: a gravidez inoportuna e a possibilidade de contrair as doenças sexualmente transmissíveis e a Aids. Por isso, atualmente, recomenda-se a dupla proteção, ou seja, associar um método mais eficiente do ponto de vista contraceptivo a um método de barreira que previna contra a transmissão de doenças. |
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