Aids: Tratamento

Depois que a AIDS foi descrita no início da década de 1980 no Center of Disease and Prevention Control, em Atlanta (EUA), os primeiros casos foram diagnosticados nos homossexuais masculinos das grandes cidades americanas e depois, nos usuários de droga injetável. A identificação de seu agente etiológico, o vírus HIV, mostrou seu alto poder de replicação e que levava à diminuição progressiva das células CD4, responsáveis pela integridade do sistema imunológico.
No começo da epidemia, não havia remédio para controlar a evolução da AIDS. Os primeiros com ação antiviral - o AZT é o mais famoso de todos - eram usados isoladamente. O paciente recebia um único remédio cuja ação restringia-se apenas ao controle parcial da enfermidade por algum tempo.
Foi só no final de 1995, que a associação de várias drogas diferentes pode ser prescrita. Isso mudou por completo o panorama do tratamento da AIDS que deixou de ser uma moléstia uniformemente fatal para transformar-se em doença crônica passível de controle. Hoje, desde que adequadamente tratados, os HIV positivos conseguem conviver com o vírus por longos períodos, talvez até o fim de uma vida bastante longa.
Se, por um lado, os medicamentos que compõem o coquetel anti-AIDS têm alguns efeitos adversos que precisam ser contornados, por outro, representaram uma conquista inestimável para mudar o curso da doença.