BUSCA

 


O sonho da vida longa
Expectativa de vida no século XXI
Entropia das tabela demográficas
Longevidade do sexo frágil
Conseqüências do dimorfismo sexual
Influência da testosterona




Longevidade
 
Conseqüências do dimorfismo sexual

Sarah Moore e Kenneth Wilson, da Universidade de Stirling, na Inglaterra, acabam de publicar um estudo na revista "Science" que acende outras luzes sobre o tema.
Depois de estudar a incidência de infestações por insetos, parasitas e doenças infecciosas em diversas espécies de mamíferos, os autores concluíram que, nos animais estudados, os machos apresentam maior suscetibilidade a doenças infecciosas e parasitárias do que as fêmeas. E mais: que tal suscetibilidade é conseqüência do dimorfismo sexual, isto é, do tamanho avantajado que os machos costumam atingir em relação às fêmeas na maioria das espécies dos animais que, como nós, mamam quando filhotes.
Na evolução das espécies, o dimorfismo sexual existente entre machos grandes e fêmeas de tamanho menor é indicativo de intensa disputa masculina pelo privilégio do acasalamento no passado. A explicação é simples: nos combates intra-sexuais, para atrair a atenção feminina, os machos mais fortes levaram vantagem seletiva e transmitiram a seus filhos genes que lhes garantiram portes avantajados. As fêmeas, por sua vez, sempre interessadas nos machos mais poderosos, capazes de lhes garantir a sobrevivência da prole, contribuíram decisivamente para a perpetuação dessa característica masculina.
Os dados obtidos por Moore e Wilson demonstraram que a maior fragilidade dos machos diante dos parasitas é regra geral entre os mamíferos e que ela adquire proporções extremas nas espécies em que a competição intra-sexual na disputa pelas fêmeas é mais feroz.
Os dados demográficos humanos dão suporte às conclusões dos pesquisadores ingleses. No Japão, na Inglaterra e nos Estados Unidos, a vulnerabilidade dos homens à morte, causada por doenças parasitárias, é o dobro daquela encontrada nas mulheres. Um estudo conduzido no Cazaquistão e no Azerbaijão mostrou que, nesses países, essa proporção aumenta para quatro vezes.