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Menopausa
Climatério
Climatério não é sinônimo
de menopausa. Climatério é o nome dado ao período
de transição entre a fase reprodutiva e não-reprodutiva
da vida feminina, que acontece como conseqüência do esgotamento
da função ovariana. Menopausa é um diagnóstico
feito “a posteriori”, depois que se passaram 12 meses sem
ocorrer menstruações.
A queda progressiva das concentrações de estrógeno
e progesterona, características do climatério, provoca
sintomas de intensidade variável:
1 – Irregularidades menstruais
A alteração mais comum é o aumento da duração
dos ciclos. Não são raros os ciclos de quarenta a sessenta
dias, associados a sangramentos abundantes, que recebem o nome de hemorragias
disfuncionais. Essas irregularidades podem preceder meses ou anos a
instalação da menopausa, mas não são obrigatórias:
há mulheres que mantém regularidade menstrual até
o último ciclo.
2 – Fenômenos vasomotores
Caracterizados por episódios súbitos de sensação
de calor na face, pescoço e parte superior do tronco, que duram
de meio a cinco minutos, geralmente acompanhados de rubor facial, sudorese,
palpitações cardíacas, vertigens e fadiga muscular.
Durante a crise, a temperatura da face chega a subir cinco graus centígrados
em relação ao resto do corpo. Esse é o sintoma
mais característico e freqüente do climatério; cerca
de ¾ das mulheres queixam-se das limitações impostas
por ele. Em aproximadamente 80% dos casos, os sintomas persistem por
mais de um ano; e, em 25%, por mais de cinco anos.
3 – Manifestações urogenitais
A queda na produção de hormônios sexuais altera
a consistência das mucosas da vagina e da uretra, dos vasos que
as irrigam e do tecido conjuntivo situado abaixo delas. Podem surgir
dificuldades para esvaziar a bexiga, dor e premência para urinar
e incontinência urinária. A epiderme da vulva e a mucosa
vaginal tornam-se mais delgadas, os grandes lábios atrofiam,
o volume uterino diminui e o tônus dos músculos do assoalho
pélvico afrouxa (“bexiga caída”, prolapsos
retais, etc.). As infecções urinárias e ginecológicas
tornam-se mais freqüentes, há diminuição da
resposta clitoriana à estimulação, redução
da lubrificação vaginal, dor à penetração
e redução da libido. A qualidade do orgasmo, no entanto,
não é alterada.
4 – Sintomas psíquicos
A redução dos níveis de estrógeno e progesterona
interfere com a liberação de neurotransmissores essenciais
para o funcionamento harmonioso do sistema nervoso central. Como conseqüência,
muitas mulheres se queixam de irritabilidade, labilidade emocional,
choro descontrolado, depressão, distúrbios de ansiedade,
melancolia e alterações do humor.
5 – Alterações da pele
Em média, 2% do colágeno subcutâneo são perdidos
anualmente nos dez primeiros anos de menopausa. Os pêlos, cabelos
e unhas ficam mais finos e quebradiços. A aparência da
pele perde o vigor.
6 – Alterações mamárias
O tecido fibroglandular característico da mama jovem é
substituído progressivamente por tecido gorduroso. O mamilo fica
achatado e perde a contratilidade.
7 – Rarefação óssea
O pico da massa óssea feminina é alcançado ao redor
dos 30 anos. Daí até a menopausa, a mulher perde anualmente
cerca de 0,18% do tecido ósseo que constitui o esqueleto das
vértebras e das extremidades dos ossos longos. Atingida a menopausa,
essa perda anual aumenta para 1% a 4%. Corre mais risco de osteoporose
a mulher de baixa estatura, da raça branca ou amarela, com menor
peso corpóreo. Outros fatores de risco são: fumo, ingestão
de excesso de cafeína, consumo excessivo de ingestão de
vitamina D, sal, álcool, proteína animal, falta de atividade
física, doenças como insuficiência renal, hipertireoidismo,
diabetes e o uso de certos medicamentos.
8 – Alterações cardiovasculares
Mulheres com idades entre 45 e 49 anos apresentam 1/3 das doenças
cardiovasculares dos homens na mesma faixa etária. Com o advento
da menopausa, no entanto, a incidência no sexo feminino cresce
até igualar a dos homens depois dos 70 anos. Doença coronariana
é a principal causa de morte depois da menopausa.
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