Drauzio – Grande parte
das uretrites são sexualmente transmissíveis. É
o caso da gonorréia e das infecções por clamídea.
Já as cistites não são doenças sexualmente
transmissíveis, embora também possam estar relacionadas
com o ato sexual.
Paulo Ayrosa Galvão – É bom que
isso fique claro. As cistites não são transmitidas sexualmente
tanto que a infecção pode acometer crianças.
Por outro lado, embora o pico da infecção ocorra em
mulheres jovens entre 30 e 40 anos, a incidência de cistites
é alta em senhoras de mais idade.
Drauzio – Qual é o risco de as mulheres
grávidas contraírem cistite?
Paulo Ayrosa Galvão – Mulheres grávidas
têm predisposição maior para as infecções
urinárias. Por isso, o pré-natal deve incluir exame
de cultura de urina. Se o resultado for positivo, quanto antes for
iniciado o tratamento, melhor para o controle da doença.
Drauzio – Por que a incidência de
cistite aumenta nas mulheres mais velhas?
Paulo Ayrosa Galvão – Talvez aumente
por alterações provocadas pela menopausa. No entanto,
as alterações neurológicas por que passam homens
e mulheres idosos também influem. Muitos são obrigados
a conviver com certas limitações que favorecem a prevalência
de infecções urinárias, como incontinência
urinária, uso de fraldas e permanência no leito.
Drauzio – Quando entram na menopausa, um
dos fatores de risco para a infecção urinária,
algumas mulheres começam a apresentar cistites de repetição.
A investigação mais rigorosa das vias urinárias
se justifica para essas mulheres?
Paulo Ayrosa Galvão – No primeiro episódio
de cistite da mulher, não peço essa investigação.
Faço uma avaliação clínica completa e,
não identificando nenhum outro problema, prescrevo o tratamento.
Se a infecção recidivar, porém, recomendo a avaliação
mais detalhada das vias urinárias para saber se existe um fator
desencadeante, alguma obstrução, talvez.
Como, depois de certa idade, os homens podem apresentar cistite provocada
por problemas prostáticos, a investigação mais
rigorosa deve ser indicada para eles.
Drauzio – Muitas mulheres têm secura
vaginal e facilidade para desenvolver infecções urinárias
depois da menopausa. Embora tenha uma série de contra-indicações,
a reposição hormonal parece que melhora as condições
do epitélio e reduz o índice de infecções
urinárias nas mulheres de mais idade. Como você vê
essa conduta terapêutica?
Paulo Ayrosa Galvão – A idéia
de que a reposição hormonal, melhorando as condições
tróficas do epitélio, poderia reduzir o número
de infecções urinárias, não é muito
consistente. No entanto, existe um trabalho bem feito mostrando que
o uso tópico de hormônio nas regiões vaginal e
periuretral reduz o número dessas infecções.
Por isso, para as senhoras que não apresentam alteração
anatômica alguma e têm infecções urinárias
de repetição recomenda-se o uso de creme vaginal à
base de hormônios.
-
Prevalência nas mulheres
Drauzio – Como as bactérias
conseguem atingir a bexiga urinária e provocar cistite?
Paulo Ayrosa Galvão – As bactérias
que colonizam a região perineal, ao redor do ânus, podem
entrar pela uretra, ascender até a bexiga e provocando um quadro
infeccioso. Normalmente, tanto o homem quanto a mulher têm condições
de evitar que isso ocorra, porque existem barreiras imunológicas
capazes de impedir que elas atinjam a bexiga.
Todavia, por alterações anatômicas ou razões
ainda não totalmente compreendidas, a infecção
acontece.
Drauzio – Por que as cistites são
mais comuns nas mulheres do que nos homens?
Paulo Ayrosa Galvão – Provavelmente,
uma em cada quatro mulheres vai ter cistite no decorrer da vida. Nos
homens, a doença é mais rara. Aparentemente é
uma questão anatômica. A uretra mais longa do homem aumenta
o trajeto que a bactéria deve percorrer entre o períneo
e a bexiga. Já a mulher tem uretra muito mais curta e bastante
próxima do intróito vaginal e do ânus, o que favoreceria
a infecção. Além disso, parece que por serem
anti-sépticos, os líquidos prostático e seminal
dificultariam contaminação.
Outra hipótese é a ocorrência de predisposição
genética. Algumas mulheres seriam mais susceptíveis às
cistites porque possuem alterações nas células
que revestem o tecido urinário e menor capacidade para prevenir
infecções.
Drauzio – Além dessa associação
entre a anatomia feminina, vida sexual ativa e predisposição
genética, existe alguma outra explicação para
a prevalência das infecções urinárias nas
mulheres?
Paulo Ayrosa Galvão – O uso de espermicidas
tem nítida relação com a infecção
urinária na mulher, porque mudam o pH do sistema urinário.
Associados à relação sexual, que por si só
é um fator de risco, aumentam a probabilidade de infecções.
-
Prevalência nas crianças e adolescentes
Drauzio – As cistites
constituem um problema urinário não só para as
mulheres grávidas ou que iniciam a vida sexual. Elas também
são problema sério na vida das crianças.
Paulo Ayrosa Galvão – É muito importante
que feito um diagnóstico de cistite numa criança, sejam
avaliadas as condições de suas vias urinárias
para verificar se não existe malformação na bexiga
ou nos ureteres que favoreça a instalação da
doença. Mesmo que a criança seja assintomática,
episódios de febre e perda de peso podem ser sinal de infecções
urinárias de repetição responsáveis por
lesões renais importantes.
Drauzio – Tanto as meninas e quanto os meninos
precisam fazer esse estudo?
Paulo Ayrosa Galvão – Os meninos, sempre.
Em relação às meninas, há um pouco de
controvérsia, mas eu recomendo investigar a anatomia das vias
urinárias para saber se não há alguma alteração
como o refluxo vesicuretral, ou seja, o retorno para os rins de parte
da urina que estava na bexiga. Esse problema pode ser provocado por
uma anomalia nos ureteres e, se não for tratado, resultará
em lesões renais graves. Às vezes, nos deparamos com
adultos que apresentam perda ou insuficiência da função
renal por causa do refluxo vesicuretral que não foi diagnosticado
na infância.
Drauzio – Na infância, as infecções
urinárias também são mais freqüentes nas
meninas do que nos meninos?
Paulo Ayrosa Galvão – São mais
freqüentes nas meninas.
Drauzio – E na adolescência, como
é a distribuição dos casos?
Paulo Ayrosa Galvão – Sempre a mulher
apresenta maior risco de infecção. Está provado
que aumenta a incidência de infecção urinária,
quando a adolescente começa a ter vida sexual ativa. Estudos
realizados com jovens americanas confirmam invariavelmente esse achado.
Embora a relação sexual seja um fator facilitador, há
mulheres com vida sexual ativa que nunca tiveram esse tipo de infecção.
Isso leva a crer que exista uma associação entre atividade
sexual e predisposição genética.
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População de risco
Drauzio – Grande parte
das uretrites são sexualmente transmissíveis. É
o caso da gonorréia e das infecções por clamídea.
Já as cistites não são doenças sexualmente
transmissíveis, embora também possam estar relacionadas
com o ato sexual.
Paulo Ayrosa Galvão – É bom que
isso fique claro. As cistites não são transmitidas sexualmente
tanto que a infecção pode acometer crianças.
Por outro lado, embora o pico da infecção ocorra em
mulheres jovens entre 30 e 40 anos, a incidência de cistites
é alta em senhoras de mais idade.
Drauzio – Qual é o risco de as mulheres
grávidas contraírem cistite?
Paulo Ayrosa Galvão – Mulheres grávidas
têm predisposição maior para as infecções
urinárias. Por isso, o pré-natal deve incluir exame
de cultura de urina. Se o resultado for positivo, quanto antes for
iniciado o tratamento, melhor para o controle da doença.
Drauzio – Por que a incidência de
cistite aumenta nas mulheres mais velhas?
Paulo Ayrosa Galvão – Talvez aumente
por alterações provocadas pela menopausa. No entanto,
as alterações neurológicas por que passam homens
e mulheres idosos também influem. Muitos são obrigados
a conviver com certas limitações que favorecem a prevalência
de infecções urinárias, como incontinência
urinária, uso de fraldas e permanência no leito.
Drauzio – Quando entram na menopausa, um
dos fatores de risco para a infecção urinária,
algumas mulheres começam a apresentar cistites de repetição.
A investigação mais rigorosa das vias urinárias
se justifica para essas mulheres?
Paulo Ayrosa Galvão – No primeiro episódio
de cistite da mulher, não peço essa investigação.
Faço uma avaliação clínica completa e,
não identificando nenhum outro problema, prescrevo o tratamento.
Se a infecção recidivar, porém, recomendo a avaliação
mais detalhada das vias urinárias para saber se existe um fator
desencadeante, alguma obstrução, talvez.
Como, depois de certa idade, os homens podem apresentar cistite provocada
por problemas prostáticos, a investigação mais
rigorosa deve ser indicada para eles.
Drauzio – Muitas mulheres têm secura
vaginal e facilidade para desenvolver infecções urinárias
depois da menopausa. Embora tenha uma série de contra-indicações,
a reposição hormonal parece que melhora as condições
do epitélio e reduz o índice de infecções
urinárias nas mulheres de mais idade. Como você vê
essa conduta terapêutica?
Paulo Ayrosa Galvão – A idéia
de que a reposição hormonal, melhorando as condições
tróficas do epitélio, poderia reduzir o número
de infecções urinárias, não é muito
consistente. No entanto, existe um trabalho bem feito mostrando que
o uso tópico de hormônio nas regiões vaginal e
periuretral reduz o número dessas infecções.
Por isso, para as senhoras que não apresentam alteração
anatômica alguma e têm infecções urinárias
de repetição recomenda-se o uso de creme vaginal à
base de hormônios.
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Sintomas e tratamento
Drauzio – Quais são
os principais sintomas da cistite?
Paulo Ayrosa Galvão – O sintoma clássico
da cistite é dor ou ardor para urinar e a necessidade freqüente
de urinar eliminando apenas pequena quantidade em cada micção.
Em alguns casos, o paciente pode urinar sangue ou apresentar dor na
pélvis (parte baixa da barriga). A cistite, porém, pode
ser absolutamente assintomática. Isso tem gerado intensa discussão
a respeito da conveniência ou não de tratar esses pacientes.
Drauzio – Nos quadros clássicos
de cistite, com dor e dificuldade de micção, é
fácil diagnosticar e prescrever o tratamento. Quando a paciente
é assintomática e os sinais de infecção
aparecem num exame de urina de rotina, qual a conduta que se deve
adotar?
Paulo Ayrosa Galvão – O tratamento da
infecção urinária assintomática, também
chamada de bacteriúria assintomática, é um assunto
de extrema importância para ser discutido.
Mulheres grávidas e pacientes que serão submetidos à
sondagem, a cateterismo das vias urinárias, devem ser tratados.
Os outros, estamos autorizados a não tratar.
Na verdade, é um erro tratar a bacteriúria assintomática.
Veja o que acontece se o indivíduo sem sintomas, que descobriu
ser portador de infecção urinária por um exame
de rotina, receber tratamento. Depois de duas ou três semanas
com medicação, um novo exame apresentará resultado
negativo. Dali a alguns meses, porém, a taxa de recolonização
das bactérias pode voltar a crescer muito e ele será
tratado de novo. Repetindo essa conduta, em pouco tempo, teremos criado
uma bactéria altamente resistente que não responderá
à ação dos medicamentos.
Pacientes assintomáticos devem ser informados que têm
uma bactéria, aparentemente uma colonização delas,
e que o uso de antibióticos, em vez de ajudar, pode prejudicá-los
e muito. Eles precisam de orientação, acompanhamento
e monitorização e não devem automedicar-se.
Drauzio – Como é dada essa orientação?
Paulo Ayrosa Galvão – Em geral, isso
acontece com a mulher. O médico deve dizer-lhe que, apesar
de assintomática, ela tem uma bactéria nas vias urinárias
e que deve entrar em contato com ele se sentir dor ou ardor para urinar,
febre ou mal-estar.
No caso do paciente idoso acamado e debilitado, a orientação
é dada à família. Se ele apresentar febre, calafrios,
rebaixamento do nível de consciência e ficar torporoso,
o médico deve ser avisado logo porque a infecção
pela bactéria pode estar dando sintomas. Enquanto não
aparecerem esses eventos, não se introduz o tratamento para
não criar bactérias ultra-resistentes que tornarão
o quadro muito mais difícil e complicado.
Drauzio – Em que situações
você indica uma avaliação do sistema urinário
mais criteriosa depois de um episódio de cistite?
Paulo Ayrosa Galvão – O médico
está autorizado a tratar a adolescente ou a mulher jovem com
cistite sem recomendar a avaliação criteriosa. No entanto,
dependendo do grau de ansiedade da paciente, pode-se prescrever um
ultra-som das vias urinárias, exame não invasivo que
permite verificar se existe alguma alteração anatômica.
Nos homens, a primeira infecção urinária e, nas
mulheres, infecção urinária recidivante requerem
investigação mais detalhada até para programar
uma estratégia adequada de tratamento.
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Prevenção
Drauzio – Quais são
os cuidados de higiene que especialmente as mulheres devem tomar para
evitar essas infecções?
Paulo Ayrosa Galvão – Analisando os
hábitos de higiene em mulheres com infecção urinária,
tentou-se estabelecer quais favoreceriam o aparecimento das crises,
mas não se conseguiu chegar a nenhuma conclusão consistente.
Portanto, o que se recomenda são cuidados básicos de
higiene e evitar o uso de espermicidas. Mulheres com infecção
urinária de repetição relacionadas com o ato
sexual devem sempre urinar depois da relação. Recomenda-se,
também, que não deixem a urina parada na bexiga por
muito tempo e procurem urinar com mais freqüência. É
necessário também beber mais água para diluir
a urina e lavar as vias urinárias.
No entanto, nada disso irá garantir que as infecções
não ocorram. Parece que, nas mulheres com infecção
urinária de repetição, a predisposição
genética é um fator importante.
-
Estresse
Drauzio – Há mulheres
que relacionam estresse com infecção urinária.
Isso procede?
Paulo Ayrosa Galvão – Não existe
nenhum estudo consistente que estabeleça relação
entre estresse e infecção urinária. Todavia,
se não é causada por estresse, ela gera muito estresse.
É incômodo ter cistite uma vez por mês ou a cada
dois meses, com dor e desconforto, fazer exames e tratamento. A situação
é tão desgastante que, quando a mulher jovem começa
a ter cistite de repetição, uma das medidas que se tem
mostrado eficaz é manter pequenas doses de antibióticos
por semanas, às vezes por meses, como profilaxia. Embora seja
uma proposta de tratamento de que nem sempre as mulheres gostam, parece
que ajuda a reduzir o aparecimento e o número das infecções.
-
Duração do tratamento
Drauzio – O tratamento
das infecções urinárias é feito com antibióticos
ou quimioterápicos. Quantos dias esses medicamentos devem ser
prescritos no primeiro episódio de uma infecção
aparentemente benigna?
Paulo Ayrosa Galvão – O tratamento clássico
para cistite não complicada em mulher são três
dias de antibiótico. Considera-se um exagero manter a medicação
por sete ou quatorze dias. Existem tratamentos com dose única,
mas apenas 70% dos pacientes se beneficiam com ele e uma falha de
30% não pode ser desconsiderada.
No entanto, mulheres grávidas e pacientes que vão passar
por intrumentalização cirúrgica, têm cálculo
renal ou apresentam sinais de que a infecção está
ascendendo e suspeita de pielonefrite, devem ser tratados por mais
tempo.
Drauzio – Qual a porcentagem de cura com
três dias de tratamento?
Paulo Ayrosa Galvão – Mais de 90% dos
casos.
Drauzio – Basta o exame de urina ou é
necessário pedir o antibiograma para prescrever o tratamento?
Paulo Ayrosa Galvão – Mulher jovem com
os sintomas clássicos de cistite sem complicações,
o médico está autorizado a tratar sem pedir exames para
confirmar o diagnóstico. Basta a história clínica
da paciente para indicar três dias de antibiótico. Se
ela reagir bem, assunto está encerrado.
Nas infecções recidivantes, para paciente conhecida
que não apresenta nenhum tipo de alteração, pode
ser prescrito o mesmo tratamento por três dias sem necessidade
de avaliação laboratorial.
Caso haja alguma dúvida, exame de urina acompanhado de antibiograma
ajuda a identificar a bactéria e a prescrever o antibiótico
mais adequado. Quando esse tratamento empírico não surte
efeito, suspende-se o antibiótico e colhe-se urina para exame
a fim de verificar se a bactéria é resistente e escolher
o remédio mais eficaz.
Drauzio – O procedimento é o mesmo
para os homens?
Paulo Ayrosa Galvão – Normalmente, os
homens com infecção urinária são tratados
com medicamentos durante sete dias e pede-se a investigação
das vias urinárias. No entanto, se o paciente estiver com os
sintomas da cistite clássica, não espero 48 horas pelo
resultado do exame de urina para identificar a bactéria. Dou
início ao tratamento empírico e depois peço uma
avaliação para entender melhor as causas da infecção.
Drauzio – Na prática, há
médicos que chegam a prescrever sete ou quatorze dias de tratamento,
embora para a maioria dos pacientes não haja necessidade de
mantê-lo por tempo tão prolongado.
Paulo Ayrosa Galvão – Quatorze dias
é o tempo indicado para tratar pielonefrites, embora o médico
esteja autorizado a tratá-las por dez dias se o paciente estiver
evoluindo bem. Manter a medicação por sete dias é
uma opção para as infecções urinárias
em homens e mulheres que tenham algum outro fator de risco associado.
-
Distinção entre cistite e pielonefrite
Drauzio – Como você
diferencia a cistite da pielonefrite?
Paulo Ayrosa Galvão – Nem sempre é
simples. Às vezes, começamos a tratar pensando que era
cistite e, em poucas horas, percebemos que é uma infecção
urinária mais grave.
A pielonefrite costuma provocar dor nas costas na altura dos rins,
febre alta, calafrios, toxemia. De alguma forma, mulheres com cistite
sentem-se mais dispostas, apesar dos sintomas. Com pielonefrite, ficam
indispostas, com toxemia, calafrios, febre, náuseas e alimentando-se
mal, um quadro clínico que chama mais a atenção.
Drauzio –Cistite pode provocar febre?
Paulo Ayrosa Galvão – Pode dar febre
baixa e sangue na urina. Por isso, ás vezes não é
fácil diferenciar a cistite da pielonefrite.
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Orientações
Drauzio – Existem algumas
medidas caseiras muito antigas para aliviar o desconforto das cistites?
Banho ou bolsa de água quente ajudam?
Paulo Ayrosa Galvão – O ideal é
o calor local. Analgésico comum também ajuda nesse momento.
Existem medicamentos próprios para as vias urinárias
- alguns são anti-sépticos - que proporcionam certo
conforto. Quando o paciente consulta o médico e começa
a tomar antibiótico, em algumas horas apresenta melhora significativa.
Resumindo: calor local, analgésico e entrar em contato com
o médico para que prescreva o antibiótico adequado,
se necessário, são medidas eficazes para aliviar os
sintomas da cistite.
Drauzio – A idéia de que as mulheres
podem pegar infecções urinárias em banheiros
públicos tem algum fundamento?
Paulo Ayrosa Galvão – Não e isso
precisa ficar bem claro. Não existe a menor relação
entre o uso de toalhas, piscina, etc. e infecção urinária,
uma doença que não é contagiosa