Drauzio – O endoscópio
permite tirar um fragmento da lesão, fazer o exame microscópico
e chegar ao diagnóstico. Uma vez diagnosticado o câncer
de estômago, o que se deve fazer?
Rafael Possik – Primeiro, é preciso
determinar o tamanho e a localização do tumor e estabelecer
o estadiamento, ou seja, se ele está ou não circunscrito
no estômago. Se ultrapassou os limites desse órgão,
a primeira metástase aparece nos gânglios, ou ínguas,
que se situam em volta do estômago, do lado da pequena curvatura
(lado direito) ou do lado da grande curvatura (lado esquerdo). A seguir,
o tumor pode espalhar-se pelas cadeias ganglionares próximas,
ou entrar na corrente sangüínea e atingir o fígado
e outros órgãos.
Quanto mais precoce o diagnóstico, maior a chance de a lesão
ser superficial e ter atingido somente a mucosa e a submucosa, o que
aumenta a probabilidade de cura para perto de 100%.
Drauzio – Quanto mais cresce o tumor, mais
se aprofunda na parede do estômago, mais se espalha pelos gânglios
em volta e, eventualmente, atinge os órgãos que estão
próximos. E o tratamento?
Rafael Possik – O tratamento é preferencialmente
cirúrgico. Se a lesão está situada na parte distal
do estômago, ou seja, no antro-gástrico, retira-se quase
o órgão inteiro, um segmento do duodeno e os gânglios
com a finalidade de estadiamento e tratamento. Deixa-se só
o fundo gástrico (parte proximal do estômago, perto do
esôfago), porque o corpo do estômago (parte medial) também
é retirado.
O mais importante, porém, é saber se esses gânglios,
os linfonodos, estão comprometidos porque hoje podemos contar
com drogas menos tóxicas que conseguem melhorar a sobrevida
dos pacientes mesmo quando a doença está nos estágios
mais avançados, com comprometimento ganglionar, desde que as
metástases tenham sido retiradas.
Drauzio – Quando o tumor se localiza no
antro gástrico, ou seja, na parte inferior do estômago,
é possível conservar um fragmento do órgão.
Quando fica na parte alta, porém, é preciso retirar
o estômago inteiro?
Rafael Possik - Eu prefiro retirar todo o estômago,
embora se possa retirar somente a parte proximal onde está
o tumor. Por paradoxal que possa parecer, a qualidade de vida do paciente
não é tão boa quando, nesse caso, retira-se apenas
uma parte do estômago e, em câncer, é preciso levá-la
em conta e não apenas se preocupar com o tumor.
Hoje em dia, os índices de sobrevida são bem mais altos.
Se o indivíduo vai viver cinco, dez, quinze anos depois da
cirurgia é preciso que viva bem. Às vezes, apresenta
problemas decorrentes da agressão cirúrgica –
retirar um órgão é sempre uma agressão
– e é obrigado a tomar alguns cuidados, mas consegue
levar vida normal, alimenta-se bem apesar de não ter estômago
e a qualidade nutricional da alimentação é quase
normal.
Drauzio – Para os leigos, fica difícil
entender como a pessoa pode viver sem o estômago.
Rafael Possik – A natureza é sábia.
Quando se retira o estômago, interpõe-se um segmento
do intestino entre o esôfago e o jejuno. O alimento que cai
nesse local passa pelo duodeno ou vai direto para o intestino. Uma
radiografia tirada dois anos depois da cirurgia mostra que esse segmento
está um pouquinho mais dilatado, formando aquilo que poderíamos
chamar de um pseudo-estômago.
Drauzio – Que cuidados deve tomar um indivíduo
que tenha feito essa cirurgia?
Rafael Possik – O paciente precisa ser orientado
a mastigar bem os alimentos para preparar o bolo alimentar, porque
a digestão começa na boca. Além disso, deve fracionar
as refeições, evitar alimentos irritantes e selecionar
os que pode comer. Doces concentrados, como goiabada e marmelada,
se caírem direto no intestino, chamam líquido para a
luz intestinal, o que provoca mal-estar intenso, como se tivesse ocorrido
uma queda brusca de pressão. Respeitadas essas recomendações,
o paciente leva vida praticamente normal e não costuma ter
alterações nos hábitos intestinais.
Drauzio – A bebida alcoólica está
proibida?
Rafael Possik – Não proíbo bebida
alcoólica no pós-operatório. O paciente pode
beber moderadamente vinho ou destilados bem diluídos. Em geral,
a cerveja não cai bem e não é por causa do álcool,
mas porque tem muito gás. Não estou defendendo o uso
de álcool, mas tenho que admitir que, ingerido com parcimônia,
ajuda o paciente a relaxar um pouco.
Drauzio – Quanto tempo dura esse período
de adaptação depois da cirurgia?
Rafael Possik – No pós-operatório
imediato, o paciente fica de três a sete dias sem receber alimentação
por boca. No começo a dieta é rigorosa, mas depois a
própria pessoa vai selecionando os alimentos que tolera melhor.
Em geral, passado um ano, ela está comendo normalmente, quase
sem restrições. É claro que alguns alimentos
(comida gordurosa e frituras) são mais difíceis de digerir
e fazem mal para tanto para quem tem com para quem não tem
estômago.
-
Fatores de risco
Drauzio – Quais são
os fatores que predispõem ao aparecimento do câncer de
estômago?
Rafael Possik – É preciso considerar
que o câncer de estômago pode acometer indivíduos
jovens, com menos de quarenta anos, e indivíduos mais maduros
(acima dos quarenta anos). Nos mais jovens, a doença não
está correlacionada a fatores ambientais e à dieta,
mas a fatores genéticos predisponentes. Nos mais velhos, pesam
os fatores ambientais, a dieta especialmente, e a presença
da bactéria Helicobacter pylorii que tem muita importância
no aparecimento do câncer de estômago.
Drauzio – Você insistiu na dieta.
Há algum tipo de alimento que facilita o aparecimento de câncer
de estômago?
Rafael Possik - Existem estudos, embora não
categóricos, a respeito de alimentos que podem agredir a mucosa
gástrica. O que se sabe é que entre eles estão
os alimentos conservados de forma inadequada e a carne salgada. Esta
especialmente, sob o efeito de bactérias, produz aminas, substâncias
que se transformam em cancerígenas com o passar do tempo.
No entanto, existem também alguns fatores de proteção,
por exemplo, frutas ácidas, verduras e o leite.
-
Helicobacter pylorii
Drauzio – O suco gástrico
é tão ácido que, quando escapa do estômago,
provoca sensação de queimação. Mesmo assim,
a bactéria Helicobacter pylorii é capaz de sobreviver
nesse meio ácido e acomete 50%, 60% da população.
Qual é a relação entre essa bactéria e
o câncer de estômago, uma vez que a incidência de
tumores gástricos é proporcionalmente muito mais baixa?
Rafael Possik – Existem algumas alterações
focais na mucosa do estômago chamadas de metaplasias, que se
caracterizam por menor produção de ácido e que
favorecem a instalação e o crescimento dessa bactéria,
embora nem sempre sua presença seja fator agressivo e predisponente
para o câncer de estômago.
É importante destacar que o grau de acidez do suco gástrico
nos protege contra a ação de algumas outras bactérias
que possamos ingerir. No entanto, às vezes, por causa das crises
freqüentes de azia, o indivíduo recorre aos antiácidos,
ou seja, aos bloqueadores da produção de ácido
por tempo prolongado. Isso é perigoso, porque favorece a instalação
de bactérias que irão agredir ou o estômago ou
outros órgãos do organismo. Portanto, o tratamento com
antiácidos ou bloqueadores de ácido não deve
ser contínuo. Deve ser feito pelo tempo estabelecido pelo médico.
Drauzio – Quer dizer que o Helicobacter
pylorii se aproveita das metaplasias para instalar-se e reproduzir-se
com mais facilidade?
Rafael Possik – Exatamente. Depois que se instala,
o Helicobacter pylorii provoca alterações na
mucosa do estômago que lenta e progressivamente podem gerar
a transformação carcinomatosa.
Drauzio – Uma coisa curiosa é que
a presença de Helicobacter pylorii no estômago pode ser
descoberta acidentalmente, quando a pessoa faz uma endoscopia. Qual
é o conceito moderno que orienta o tratamento nesses casos?
Rafael Possik – Não existe consenso.
Pessoalmente, adoto a seguinte conduta: se a pessoa fez endoscopia
por causa de alguma queixa específica, trato a alteração
que provocou a queixa, geralmente uma gastrite, e o Helicobater
pylorii.
-
Endoscopia digestiva
Drauzio – No passado,
quando não havia endoscopia, o diagnóstico de câncer
gástrico era feito quase sempre na fase avançada da
doença. Qual o impacto desse exame no diagnóstico do
câncer de estômago?
Rafael Possik – Não há dúvida
de que a endoscopia facilitou muito o diagnóstico, principalmente
na fase inicial da doença. Entretanto, apesar de terem surgido
a endoscopia, os raios X, o ultra-som e a tomografia, ainda acho que
o mais importante é conversar com o doente. Nessa conversa,
é possível levantar algumas características dos
sintomas que podem sugerir onde está localizada a lesão.
Por exemplo, se a dor aparece quando a pessoa se alimenta, é
sinal indicativo de lesão no estômago. Ao contrário,
se passa com a alimentação, sugere lesão duodenal.
O câncer gástrico segue esse mesmo padrão de dor.
No entanto, é raro o paciente com úlcera duodenal ter
câncer gástrico, principalmente por causa da hipercloridria,
ou seja, o aumento de ácido clorídrico atua como fator
de proteção.
Drauzio –Vamos repetir esse conceito. Dor
que obedece ao ritmo dói-come-passa, em geral, é duodenal
e não tem relação com o câncer gástrico.
Já o ritmo come-dói indica dor gástrica que pode
estar ligada ao câncer de estômago, embora possa ser provocada
por outras enfermidades que não o tumor de estômago.
Rafael Possik – Exatamente. A dor que aparece
quando a pessoa se alimenta só indica alterações
gástricas e não quer dizer que haja um câncer
no estômago.
Drauzio – Voltando ao impacto que a endoscopia
provocou nos casos de câncer gástrico, você poderia
especificar qual foi o mais importante?
Rafael Possik – Acho que a maior conquista
que a endoscopia proporcionou foi o diagnóstico em fase inicial
da doença. Atualmente, embora seja raro esse tipo de intervenção,
lesão muito pequena (menor do que 2cm) e bem definida, se não
for um tumor agressivo, pode até ser tratada por via endoscópica.
A endoscopia é um exame fundamental, porque além de
auxiliar no diagnóstico precoce, permite determinar o tipo
histológico da lesão o que torna possível adequar
melhor o tratamento e a conduta antes e depois da cirurgia, uma vez
que nem todos os cânceres de estômago são iguais,
têm a mesmas características.
De qualquer modo, o grande impacto da endoscopia ocorreu mesmo nos
casos iniciais, pois acima de 90% dos pacientes alcançam mais
de cinco anos de sobrevida quando o diagnóstico é precoce.
Nos casos avançados, os resultados continuam praticamente os
mesmos de 30 anos atrás.
Drauzio – Antes, os endoscópios
eram rígidos e o exame feito com o paciente acordado. Hoje,
a endoscopia evolui muito, mas ainda permanece o medo de fazer o exame.
Há motivo para isso?
Rafael Possik – Não há. A endoscopia
é um exame praticamente inócuo, feito com o paciente
sedado. A biópsia não dói e ele não sente
absolutamente nada. Não se recusar a fazer a endoscopia é
importante porque a chance de cura sobe para perto de 100%, quando
o diagnóstico de câncer de estômago é precoce.
-
Experiência japonesa
Drauzio – A maior experiência
com câncer de estômago do mundo é a dos japoneses.
Como eles enfrentam o problema?
Rafael Possik – Por causa da alta freqüência
de câncer de estômago que há no Japão, a
detecção da doença é feita em massa. Um
ônibus equipado para o exame é enviado para tirar radiografia
do estômago das pessoas de determinada área e, se houver
qualquer dúvida ou suspeita, o portador é encaminhado
para a endoscopia.
Com isso, os japoneses conseguiram que mais de 50%, 60% dos cânceres
de estômago fossem diagnosticados na fase inicial, quando o
índice de cura é superior a 90%. Nos casos mais avançados
da doença, porém, os resultados são muito próximos
aos nossos.
Drauzio – A incidência de câncer
gástrico no Japão é muito alta. O curioso é
que o número de casos cai nos japoneses que emigraram para
os Estados Unidos, por exemplo, mas ainda permanece maior do que na
população americana. Isso sugere que haja realmente
um fator genético associado ao câncer de estômago
entre os japoneses, mas que a dieta também influi. Qual a relação
entre o aparecimento desses tumores e a dieta japonesa que muitos
consideram saudável?
Rafael Possik – Parece que os molhos usados
nos alimentos atuam como fator irritativo local e, somado à
predisposição genética dos japoneses, favoreceriam
o surgimento e o desenvolvimento do câncer gástrico.
Mas esse não é o único agravante. Saquê,
fumo, alimentos defumados e muito salgados, como os picles, também
são fatores predisponentes que não podem ser desconsiderados.
É lógico que nem todos os japoneses que ingerem peixe
salgado vão ter câncer de estômago, mas aqueles
que associarem o fator agressivo ao fator predisponente correrão
mais risco de contrair a doença.
Drauzio – O irônico é que
no Japão, comendo peixe cru, arroz e vegetais, as pessoas têm
mais câncer gástrico. Quando emigram para os Estados
Unidos e passam a comer fast food, têm menos câncer de
estômago, mas morrem mais por problemas cardíacos.
Rafael Possik – Fato semelhante ocorre com
as mulheres no Japão. Nelas, a menor incidência de câncer
de mama é atribuída aos hábitos alimentares das
japonesas.
-
Tratamento
Drauzio – O endoscópio
permite tirar um fragmento da lesão, fazer o exame microscópico
e chegar ao diagnóstico. Uma vez diagnosticado o câncer
de estômago, o que se deve fazer?
Rafael Possik – Primeiro, é preciso
determinar o tamanho e a localização do tumor e estabelecer
o estadiamento, ou seja, se ele está ou não circunscrito
no estômago. Se ultrapassou os limites desse órgão,
a primeira metástase aparece nos gânglios, ou ínguas,
que se situam em volta do estômago, do lado da pequena curvatura
(lado direito) ou do lado da grande curvatura (lado esquerdo). A seguir,
o tumor pode espalhar-se pelas cadeias ganglionares próximas,
ou entrar na corrente sangüínea e atingir o fígado
e outros órgãos.
Quanto mais precoce o diagnóstico, maior a chance de a lesão
ser superficial e ter atingido somente a mucosa e a submucosa, o que
aumenta a probabilidade de cura para perto de 100%.
Drauzio – Quanto mais cresce o tumor, mais
se aprofunda na parede do estômago, mais se espalha pelos gânglios
em volta e, eventualmente, atinge os órgãos que estão
próximos. E o tratamento?
Rafael Possik – O tratamento é preferencialmente
cirúrgico. Se a lesão está situada na parte distal
do estômago, ou seja, no antro-gástrico, retira-se quase
o órgão inteiro, um segmento do duodeno e os gânglios
com a finalidade de estadiamento e tratamento. Deixa-se só
o fundo gástrico (parte proximal do estômago, perto do
esôfago), porque o corpo do estômago (parte medial) também
é retirado.
O mais importante, porém, é saber se esses gânglios,
os linfonodos, estão comprometidos porque hoje podemos contar
com drogas menos tóxicas que conseguem melhorar a sobrevida
dos pacientes mesmo quando a doença está nos estágios
mais avançados, com comprometimento ganglionar, desde que as
metástases tenham sido retiradas.
Drauzio – Quando o tumor se localiza no
antro gástrico, ou seja, na parte inferior do estômago,
é possível conservar um fragmento do órgão.
Quando fica na parte alta, porém, é preciso retirar
o estômago inteiro?
Rafael Possik - Eu prefiro retirar todo o estômago,
embora se possa retirar somente a parte proximal onde está
o tumor. Por paradoxal que possa parecer, a qualidade de vida do paciente
não é tão boa quando, nesse caso, retira-se apenas
uma parte do estômago e, em câncer, é preciso levá-la
em conta e não apenas se preocupar com o tumor.
Hoje em dia, os índices de sobrevida são bem mais altos.
Se o indivíduo vai viver cinco, dez, quinze anos depois da
cirurgia é preciso que viva bem. Às vezes, apresenta
problemas decorrentes da agressão cirúrgica –
retirar um órgão é sempre uma agressão
– e é obrigado a tomar alguns cuidados, mas consegue
levar vida normal, alimenta-se bem apesar de não ter estômago
e a qualidade nutricional da alimentação é quase
normal.
Drauzio – Para os leigos, fica difícil
entender como a pessoa pode viver sem o estômago.
Rafael Possik – A natureza é sábia.
Quando se retira o estômago, interpõe-se um segmento
do intestino entre o esôfago e o jejuno. O alimento que cai
nesse local passa pelo duodeno ou vai direto para o intestino. Uma
radiografia tirada dois anos depois da cirurgia mostra que esse segmento
está um pouquinho mais dilatado, formando aquilo que poderíamos
chamar de um pseudo-estômago.
Drauzio – Que cuidados deve tomar um indivíduo
que tenha feito essa cirurgia?
Rafael Possik – O paciente precisa ser orientado
a mastigar bem os alimentos para preparar o bolo alimentar, porque
a digestão começa na boca. Além disso, deve fracionar
as refeições, evitar alimentos irritantes e selecionar
os que pode comer. Doces concentrados, como goiabada e marmelada,
se caírem direto no intestino, chamam líquido para a
luz intestinal, o que provoca mal-estar intenso, como se tivesse ocorrido
uma queda brusca de pressão. Respeitadas essas recomendações,
o paciente leva vida praticamente normal e não costuma ter
alterações nos hábitos intestinais.
Drauzio – A bebida alcoólica está
proibida?
Rafael Possik – Não proíbo bebida
alcoólica no pós-operatório. O paciente pode
beber moderadamente vinho ou destilados bem diluídos. Em geral,
a cerveja não cai bem e não é por causa do álcool,
mas porque tem muito gás. Não estou defendendo o uso
de álcool, mas tenho que admitir que, ingerido com parcimônia,
ajuda o paciente a relaxar um pouco.
Drauzio – Quanto tempo dura esse período
de adaptação depois da cirurgia?
Rafael Possik – No pós-operatório
imediato, o paciente fica de três a sete dias sem receber alimentação
por boca. No começo a dieta é rigorosa, mas depois a
própria pessoa vai selecionando os alimentos que tolera melhor.
Em geral, passado um ano, ela está comendo normalmente, quase
sem restrições. É claro que alguns alimentos
(comida gordurosa e frituras) são mais difíceis de digerir
e fazem mal para tanto para quem tem com para quem não tem
estômago.
-
Orientações
Drauzio – O que devo
fazer para cuidar bem do meu estômago?
Rafael Possik – Falar é sempre fácil,
mas para cuidar bem do estômago a pessoa deve evitar o fumo
e não deve comer alimentos mal conservados, muito condimentados
nem muito salgados. Parece que a geladeira é um aliado na prevenção
do câncer de estômago.
Além disso, a pessoa deve fracionar as refeições,
ou seja, comer a cada três ou quatro horas, mastigar bem os
alimentos e não tomar antiácidos sem prescrição
médica e por tempo indeterminado.
Outra medida importante é investigar sempre as causas da dor
de estômago, especialmente se aparecer após a alimentação.
Na maioria das vezes, não é câncer gástrico,
mas sempre vale a pena investigar.
Drauzio – Pimenta faz mal para o estômago?
Rafael Possik – Existem trabalhos experimentais
mostrando que pimenta não faz mal nenhum, contudo, na clínica
é comum encontrar indivíduos que dizem que a pimenta
piora a sensação de dor.
Provavelmente, a pimenta provoca vasoconstrição o que
diminui a irrigação da mucosa e, conseqüentemente,
a dor aparece, mas nada está comprovado a esse respeito