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Depressão infantil

Dra. Sandra Scivoletto é médica psiquiatra, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, coordenadora do Grupo de estudos Álcool e Drogas e responsável pelo Ambulatório de Adolescentes do Hospital das Clínicas da FMUSP.

 
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Drauzio – No tratamento das crianças com depressão há sempre necessidade do uso de medicamentos?

Sandra Scivoletto – Não. Na infância, conseguimos controlar alguns casos leves e reconhecidos precocemente com auxílio psicoterápico e a orientação dos pais. Entretanto, como a depressão tem um componente genético muito forte, a necessidade de medicação torna-se quase compulsória.

Drauzio – Como nos adultos, a medicação precisa ser usada por bastante tempo?

Sandra Scivoletto – Não. Felizmente, a criança responde muito mais depressa aos medicamentos do que o adulto e, quanto menor for o tempo de uso da medicação, melhor. O que se faz, nesses casos, é indicar um antidepressivo numa dose a mais baixa possível até a criança começar a apresentar o comportamento esperado para a idade. Isso demora uns dois meses aproximadamente. Sedimentado esse comportamento, suspende-se o remédio, mas tanto a introdução, quanto sua retirada, é feita aos poucos, lentamente.

Drauzio – Às vezes, comentários na imprensa leiga sugerem que alguns medicamentos para a depressão infantil aumentariam a ocorrência de suicídios. Existe alguma relação cientificamente comprovada nesse sentido?

Sandra Scivoletto – O que acontece é que adolescentes muito deprimidos pensam em morrer, mas a depressão é tão intensa que eles não têm o drive, o impulso para tentar o suicídio. Quando começam o tratamento para a depressão, o que primeiro melhora é a iniciativa e não o humor. Não é que o antidepressivo tenha um efeito colateral que leve ao suicídio. Não, infelizmente o humor é a última coisa que melhora.
Por isso, insistimos em que ninguém pode usar antidepressivos sem ser acompanhado de perto por um médico, porque é preciso reconhecer o momento em que há essa passagem ocorre e redobrar a atenção.

  • Sinais da depressão

    Drauzio – Quais são os sinais de depressão que devem ser observados na criança, uma vez que ela não reconhece que está deprimida?

    Sandra Scivoletto – A criança tem grande dificuldade para expressar que está deprimida. Primeiro, porque não sabe nomear as próprias emoções. Depende do adulto para dar o significado daquilo que se chama tristeza, ansiedade, angústia. Por isso, tende a somatizar o sofrimento e queixa-se de problemas físicos, porque é mais fácil explicar males concretos, orgânicos, do que um de caráter emocional.
    Alguns aspectos do comportamento infantil podem revelar que a depressão está instalada. Por natureza, a criança está sempre em atividade, explorando o ambiente, querendo descobrir coisas novas. Quando se sente insegura, retrai-se e o desejo de exploração do ambiente desaparece. Por isso, é preciso estar atento quando ela começa a ficar quieta, parada, com muito medo de separar-se das pessoas que lhe servem de referência, como o pai, a mãe ou o cuidador. Outro ponto importante a ser observado é a qualidade de sono que muda muito nos quadros depressivos.
    O que se tem percebido nos últimos anos é que a depressão, na infância, caracteriza-se pela associação de vários sintomas que vão além da ansiedade de separação manifesta quando a criança começa a freqüentar a escola, por exemplo, e incluem até de medo de comer e a escolha dos alimentos passa a ser seletiva.
    Portanto, se a ansiedade de separação perdurar e a criança reclamar o tempo todo de dores de cabeça ou de barriga e nunca demonstrar que está bem, é sinal de que pode estar com depressão.

    Drauzio – Quais são as características do sono da criança deprimida?

    Sandra Scivolletto – Na depressão infantil, o sono começa a ser interrompido por pesadelos e o medo de ficar sozinha faz com que reclame e chore muito na hora de dormir. Não é o choro de quem quer continuar brincando. É um choro assustado, indicativo do medo que está sentindo o tempo todo.

    Drauzio – Quando os quadros de depressão passaram a ser reconhecidos na infância?

    Sandra Scivoletto – O reconhecimento da depressão na infância é relativamente recente na Psiquiatria, justamente pela dificuldade que a criança tem de referir-se ao que sente. Por isso, muitas vezes, era considerada portadora de fobias específicas, tais como os transtornos comportamentais e a ansiedade de separação. Também, foi só há mais ou menos 20 anos, que a doença passou a ser reconhecida em adolescentes, pois sua forma de expressão é diferente da dos adultos.

  • Diagnóstico

    Drauzio – Como você diferencia a depressão dos distúrbios de hiperatividade e atenção?

    Sandra Scivoletto – Na criança, é bem fácil diferenciar a hiperatividade da depressão. Criança hiperativa não pára quieta, mexe-se o tempo todo, principalmente os meninos. Entretanto, existe um subtipo de hiperatividade que se caracteriza pela desatenção. A criança não é hiperativa fisicamente, mas não consegue focar a atenção. Muitos a consideram desligada, ela se retrai e vai abandonando as atividades. No entanto, nunca é uma criança triste.
    Ao contrário, criança deprimida logo demonstra que não se interessa por nada e não há brincadeira que a faça sentir-se melhor. Fica parada o tempo todo e quer sempre alguém em que confie por perto.

    Drauzio – Crianças deprimidas perdem a iniciativa?

    Sandra Scivoletto – Perdem a iniciativa e deixam de aprender. Na escola, apresentam várias dificuldades de aprendizado e, num primeiro momento, são encaminhadas para a avaliação do oftalmologista, do otorrino, da fonoaudióloga. Passam também por testes específicos para o déficit de atenção e hiperatividade. No passado, o diagnóstico de depressão era feito por exclusão. Hoje se sabe que sintomas como alterações do apetite e do sono, diminuição da atividade física, medo excessivo, duradouro e persistente, são próprios da depressão infantil.

  • Fatores de risco

    Drauzio – Existem fatores desencadeantes que aumentam o risco de quadros depressivos nas crianças?

    Sandra Scivoletto – Existem. Como nos adultos, luto, perdas, separação dos pais, dificuldade de adaptação a situações novas, mudança de escola e de domicílio podem gerar estresse, que vai desgastando a criança e conduzindo a um quadro depressivo. No entanto, na maioria dos casos, existe um componente hereditário, genético, mais significativo do que nos adultos, responsável pelo desencadear quadros de depressão na criança.

    Drauzio – Filhos de pais depressivos ou com parentes próximos com quadros de depressão correm maior risco de apresentar o problema?

    Sandra Scivoletto – Correm, e a depressão que se inicia na infância, geralmente, é mais grave. Por isso, a criança deve ser tratada o mais rápido possível.

    Drauzio – Qual é o inconveniente de não diagnosticar a doença e não iniciar o tratamento precocemente?

    Sandra Scivoletto – Primeiro, a dificuldade de aprendizado é grande. Depois, a criança vai crescer achando que a alegria estampada nas outras pessoas não foi feita para ela e conforma-se com esse referencial. Mais tarde, quando adolescente, estará mais propensa ao uso de drogas, porque irá procurar alguma coisa que alivie esse desconforto permanente. Não é possível que só os outros consigam ser felizes.

    Drauzio – Num primeiro momento, as drogas fazem isso num piscar de olhos…

    Sandra Scivoletto - Juntar o imediatismo próprio do adolescente com o alívio momentâneo que a droga dá é um caminho que passa a falsa impressão de que o problema está resolvido. Isso torna a situação mais difícil ainda. Quando ouve que deve abandonar o uso de droga, ele argumenta: “Logo agora que estou me sentindo bem e sem a droga passo mal?”.

    Drauzio – Nos adultos, a estimativa é que para os quadros depressivos sejam mais freqüentes nas mulheres (três mulheres para cada homem). Nas crianças, essa diferença entre os sexos também existe?

    Sandra Scivoletto – Na infância, a ocorrência de depressão é praticamente igual nos dois sexos. A diferenciação começa na adolescência, fase em que as meninas são mais vulneráveis e, sem dúvida, a questão hormonal interfere consideravelmente nesse processo.

  • Sinais na adolescência

    Drauzio – Existe alguma diferença entre o quadro clínico da depressão infantil e da depressão na adolescência?

    Sandra Scivoletto – Existe, principalmente nos meninos, até por fatores culturais. O menino não internaliza as emoções como a menina, que se tranca no quarto e chora. Ele se torna extremamente agressivo, fica na defensiva o tempo todo e sai brigando com o mundo. Basta alguém lhe dizer bom-dia, para achar que o estão acusando de alguma coisa. Rebelde e desafiador, está permanentemente em confronto. Cria problemas na escola, em casa e entra em conflito com as figuras hierárquicas. Irrita-se com muita facilidade e essas reações, às vezes, são confundidas com algum transtorno de comportamento. Quando se fala aos pais que ele está deprimido, eles reagem: “Como? Se ele tem uma energia para brigar que não tem fim?”.
    Na realidade, o adolescente deprimido age como se a melhor defesa fosse o ataque e, se conseguimos ultrapassar essa barreira, ele se mostra muito angustiado e chora.

    Drauzio – Pensando na minha infância, na infância de minhas filhas e das crianças que vi crescer, acho que toda criança tem fases em que se mostram mais quietas e caladas e, às vezes, apresentam dificuldade de adaptação na escola. O limite entre o que acontece com a criança sem maiores problemas e as que têm distúrbios mais sérios é muito sutil. O que deve ser valorizado nesses casos?

    Sandra Scivoletto – Crescer é doloroso. Só crescemos quando o incômodo é maior do que o medo da mudança. Aí, tomamos coragem e damos um salto. Isso acontece ao longo da vida e na infância inteira. A criança tem medo de dormir fora de casa, mas, convidada por um amigo, pensa - “Se eu não for porque estou com medo, não vou poder brincar com meu amigo” - e a vontade de estar com ele supera o medo. A criança deprimida não tem essa vontade e, conseqüentemente, não encara os desafios. Retomando as reações da criança normal, diante da dificuldade ela se retrai, fica mais quieta. É um comportamento de proteção, desejável, que evita situações de maior risco, mas, a partir do momento em que se sente mais confiante, encara e vence o obstáculo. Isso é motivo de enorme alegria que a ajuda a fortalecer a auto-estima e a aumentar a autoconfiança.
    A criança deprimida não dá esse salto. Aliás, não tem auto-estima, sente-se permanentemente incapaz, não enfrenta desafios. Como é mais difícil desistir do que tentar, vai sofrendo um afunilamento das atividades.
    A adolescência é uma fase de crises, mas de crises extremamente breves, fugazes. No mesmo dia, pela manhã, o adolescente é a pessoa mais infeliz do mundo e, à noite, o mais alegre, porque conseguiu enfrentar e resolver os problemas que o afligiam. No deprimido, o processo da crise é longo, permanente.

  • Reação dos pais

    Drauzio – Respeitadas as diferenças de cada família, como costuma ser o comportamento dos pais diante de um filho com depressão?

    Sandra Scivoletto – A primeira reação, principalmente se existem outros filhos, é de alívio. “Que bom, como ele é quietinho, não dá trabalho nenhum!”, eles dizem, porque durante o dia não demanda atenção, fica quietinho no seu canto. Todavia, à noite, quando afloram os medos, ele começa a incomodar o casal, porque não quer ficar sozinho, nem deixa os pais saírem de perto. Essa dificuldade de desligar-se acaba gerando conflito entre os cônjuges. O pai acha que a mãe está superprotegendo a criança que está cada vez mais mimada. O que acontece com a maioria dos filhos? Longe dos pais, da mãe principalmente, eles são ótimos, alegres, comunicativos. Já a criança deprimida fica quietinha num canto, não brinca. Não é que seja muito agarrada à mãe. Mesmo longe dela, mostra-se retraída, quieta.
    Os pais têm enorme resistência em entender esse comportamento como doença. A primeira leitura é interpretá-lo como erro de criação e sentem-se culpados. Na grande maioria dos casos, a criança é encaminhada para psicólogos e só depois de um ou dois anos, quando a terapia não resolveu, é que procuram outro profissional.

    Drauzio – Como vocês lidam com esses casos?

    Sandra Scivoletto - Temos trabalhado muito no sentido de sair do consultório e do ambiente hospitalar para atuar nas escolas com os professores. São eles as pessoas mais capacitadas, não para o diagnóstico, mas para traçarem uma avaliação do comportamento da criança. Os pais estão emocionalmente envolvidos e fica difícil para eles assumir essa tarefa.

  • Suicídio

    Drauzio –Muitos adolescentes se suicidam, às vezes, por motivo aparentemente banal, mas no fundo, por trás desse gesto, está a depressão. Quadros de depressão não reconhecida e não tratada podem levar a extremos como esse?

    Sandra Scivoletto – Felizmente, o suicídio infantil é raro, porque a criança tem uma visão diferente da morte. Não a vê como fim do sofrimento. É como se fosse um sono do qual acordará depois.

    Na infância, o mais comum é surgir um comportamento que chamamos de para-suicida. Acidentes podem acontecer com todas as crianças, mas com a criança deprimida são freqüentes, porque ela não se protege, cai da árvore, é atropelada, arrebenta-se andando de bicicleta. Mal se refez de um, está metida em outro acidente. Parece que nunca aprende a resguardar-se.

    Na adolescência, a intensidade dos sentimentos e emoções aumenta. Adolescentes são mais imediatistas e querem resolver rápido a situação que tanto os incomoda. Por isso, num impulso, em momentos de extrema angústia, cometem suicídio. É muito difícil perceber neles uma ideação suicida estruturada e planejada ao longo do tempo.

    O que se tem notado, nessa faixa de idade, é a tendência ao envolvimento com gangues. Dão a impressão de que se sentem atraídos pela idéia de morte e, como não têm coragem para matar-se, enredam-se em situações em que um tiro disparado por outra pessoa, será a melhor solução para o problema, já que não têm nada a perder.

  • Tratamento

    Drauzio – No tratamento das crianças com depressão há sempre necessidade do uso de medicamentos?

    Sandra Scivoletto – Não. Na infância, conseguimos controlar alguns casos leves e reconhecidos precocemente com auxílio psicoterápico e a orientação dos pais. Entretanto, como a depressão tem um componente genético muito forte, a necessidade de medicação torna-se quase compulsória.

    Drauzio – Como nos adultos, a medicação precisa ser usada por bastante tempo?

    Sandra Scivoletto – Não. Felizmente, a criança responde muito mais depressa aos medicamentos do que o adulto e, quanto menor for o tempo de uso da medicação, melhor. O que se faz, nesses casos, é indicar um antidepressivo numa dose a mais baixa possível até a criança começar a apresentar o comportamento esperado para a idade. Isso demora uns dois meses aproximadamente. Sedimentado esse comportamento, suspende-se o remédio, mas tanto a introdução, quanto sua retirada, é feita aos poucos, lentamente.

    Drauzio – Às vezes, comentários na imprensa leiga sugerem que alguns medicamentos para a depressão infantil aumentariam a ocorrência de suicídios. Existe alguma relação cientificamente comprovada nesse sentido?

    Sandra Scivoletto – O que acontece é que adolescentes muito deprimidos pensam em morrer, mas a depressão é tão intensa que eles não têm o drive, o impulso para tentar o suicídio. Quando começam o tratamento para a depressão, o que primeiro melhora é a iniciativa e não o humor. Não é que o antidepressivo tenha um efeito colateral que leve ao suicídio. Não, infelizmente o humor é a última coisa que melhora.
    Por isso, insistimos em que ninguém pode usar antidepressivos sem ser acompanhado de perto por um médico, porque é preciso reconhecer o momento em que há essa passagem ocorre e redobrar a atenção.

  • Perguntas enviadas por e-mail.

    Fabiana de Graff – Ponta Grossa (PR) – A partir de que idade é possível perceber a depressão nas crianças?S

    andra Scivoletto – Existem relatos de depressão até mesmo em bebês de colo, mas são casos raros que não requerem o uso de medicação. O quadro clássico e mais evidente de depressão infantil costuma ocorrer a partir dos quatro, cinco anos de idade.

    Eliane Santos – São Paulo (SP) – Como é possível detectar a depressão nas crianças tímidas?

    Sandra Scivoletto – É dificílimo. A criança tímida tem dificuldade em ambientes sociais, mas sente-se bem convivendo com um grupo menor de pessoas, ou quando está sozinha. O deprimido não está bem em lugar nenhum, em situação alguma.

    Amália Souza Barros – São Paulo (SP) – Existe uma época do ano em que os quadros depressivos se tornam mais freqüentes?

    Sandra Scivoletto – Isso é mais evidente nos adultos. Geralmente, nos países do hemisfério norte, os quadros depressivos são mais freqüentes no inverno que é rigoroso e com pouca luminosidade. No Brasil, existe a depressão de fim de ano, provocada pela aproximação do Natal e do Ano-Novo, que pode representar um período de reavaliação, no qual nos debruçamos mais sobre a situação familiar.
    Na criança, a depressão pode estar associada ao calendário escolar. Quando se aproxima o fim do ano, o quadro depressivo se instala por causa das aulas de recuperação ou porque o fracasso da repetência as ameaça.

    Júlia Lopes Romão – Mogi das Cruzes (SP) – A depressão infantil pode causar alguma seqüela na adolescência ou na fase adulta?

    Sandra Scivoletto – É causa de todas as seqüelas, uma vez que, se a depressão não for tratada na infância, o desenvolvimento da criança não será normal. Desde a capacidade cognitiva até a estruturação da personalidade, tudo estará comprometido.

    André Ricardo - Arapongas (PR) – Quais são os cuidados que os familiares devem tomar com crianças deprimidas?

    Sandra Scivoletto – Não dá para tratar uma criança deprimida sem tratar da família. Os familiares precisam saber quais são as fases de maior risco em que devem estar mais atentos e isso varia de caso para caso.

    Eduardo Salas – São Paulo (SP) – Que dicas você daria para que a separação dos pais não gere depressão na criança?

    Sandra Scivoletto – Primeiro, a pessoa precisa ter um fator genético para desenvolver depressão. É indiscutível que quanto maior for o componente genético, menor poderá ser o peso da influência ambiental no aparecimento dos quadros depressivos.
    De qualquer modo, a separação dos pais é sempre uma situação extremamente estressante para a criança. Por isso, o relacionamento tranqüilo dos pais durante o processo de separação, tornará mais fácil para ela aceitar o fato. Portanto, é fundamental preservar a imagem do pai e da mãe e deixar claro que, embora separados, continuam sendo seus pais. A família não se desfez, mas passa a ter nova configuração. Pai e mãe continuam existindo, embora a forma de se encontrarem e de se relacionarem vá sofrer algumas mudanças.

    Site
    www.hcnet.usp.br/ipqwww.abrata.org.br

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